Breath of Fire 4 e o Sétimo Hóspede Maldito

Eu nunca tive um computador de última geração. Também nunca estive “a par” com a tecnologia de jogos, no sentido de não ter o videogame atual. Eu jogava no Mega Drive enquanto jogavam Final Fantasy 8 e tive um GameCube quando Playstation 3 estava no auge. Hoje as coisas se mantém mais ou menos da mesma forma. Então, quando esses tempos bateu uma vontade gigante de jogar um “jogo de exploração”, não pude pegar Demon Souls, nem Dark Souls ou BloodBorne. Se a vontade era só explorar, eu podia ir atrás de Dear Esther ou Everybody’s Gone to the Rapture,

Owlboy e a Sociologia

Owlboy é bom pra cacete. Até semana que vem, não esqueçam de curtir e se inscrev

KOF e Caminhadas na Praia

Eu nunca fui muito bom em jogos de luta (ou jogos em geral). Meus amigos sempre jogaram muito e muito bem, fazendo várias maratonas de jogatina que eu, normalmente, não participava. Ansioso por tomar parte nas atividades, eu acabava pesquisando em casa sobre o jogo, como se isso fosse, de alguma forma, me fazer jogar bem. É bem patético, eu sei. Mas nessas pesquisas eu acabei descobrindo que os criadores dos jogos colocavam muitos detalhes que, quase sempre, não eram percebidos. Coisas como:

6 Maluquices de RPG’s Eletrônicos

AbsurdosBanner

Sou um grande fã de RPG’s, tanto os eletrônicos quanto os de dados e papel. Então, caso encontrem comigo na rua, todos vocês têm o dever de me socar e tomar meu dinheiro. Fell free.

Sendo um ávido consumidor dessas mídias (as de RPG, não de socos e furtos), é fácil perceber certas “viagens” que parecem ser regras não escritas quando desenvolvendo esses jogos. Vejamos algumas delas e seus maiores “representantes”:

6 – Qualquer Coisa Agride (ou “Somos todos MacGyver”)

Não importa se seu companheiro usa uma panela, mochila, barra de chocolate, animal de estimação, pente, post-its, chaves de roda ou origamis como arma. Em todas as vilas e cidades que você visitar, existirá uma loja de armas que possuirá um exemplar dessa arma que seja mais forte ou mais poderosa à venda.

Maior representante:

Genis Sage, de Tales of Symphonia. Luta com um bilboquê. Sério.

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5 – Balões Aquáticos (ou “Isso não é o que parece”)

Na possibilidade de existir um veículo em determinado ponto da história, que te permitirá viajar por todos os lugares já visitados (dica: existirá), esse veículo dificilmente estará inserido no lugar onde pertence na vida real. Serão aviões aquáticos, carros submarinos, montanhas voadoras, galinhas flutuantes, entre outros.

Maior representante:

Figaro Castle, de Final Fantasy 6. Pode afundar nas areias do deserto e navegar por dentro da terra.

4 – Capitalismo Banzai! (ou “Uma filial sempre próxima a você”)

Às vésperas do fim do mundo, à beira do Precipício-Que-Engole-Nações, ou à vista do Devorador de Mundos, sempre existirá uma loja ou vendedor ambulante para que você possa comprar suas poções, equipamentos e itens-que-revivem. E nunca, nunca será de graça.

Maior representante:

O’Aka, Final Fantasy 10-2. Dentro de uma nave sendo atacada, o próprio não vende de graça “pois acredita que os heróis serão vitoriosos e a nave não vai cair”.

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3 – Eu não quero você aqui! (ou “O arquiteto de Resident Evil faz freelances”)

Poucas portas estarão abertas e as chaves para as que não estiverem estarão espalhadas por uma miríade de labirintos, portas secretas ou atrás de cachoeiras. Na maioria das vezes, o obstáculo será um quebra-cabeça envolvendo colunas, estátuas e ponteiros de relógios.

Maior representante:

Septerra Core, com todos os exemplos acima e mais alguns.

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2 – Más notícias viajam rápido. E as boas também. E as neutras. (ou “O Jornalismo está a salvo”)

Cuidado e discrição em missões secretas não importam. A velocidade da jornada também não. Todas as cidades que seu heroi visitar já saberão dos feitos de seu grupo e reagirão de acordo. Poucas ou nenhuma vez isso significará que haverá descontos ou itens de graça no mercador local. Não, não importa que você tenha salvo o mundo.

Maior representante:

Fable e seu irritante sistema de carma.

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1 – Ainda bem que você apareceu! (ou “O Heroi da Lenda está aqui!”)

Toda cidade visitada terá uma ou mais (ou bem mais) pessoas precisando de ajuda. Nenhuma destas pessoas precisará de itens mundanos para resolver seus problemas, ou se precisar, este item estará sob poder de criaturas ou pessoas malignas e não existirá nenhum outro item similar no mundo.

Maior representante:

A série Fallout e suas cidades pós-apocalípticas. De ratos mutantes atacando a aliados desaparecidos. E nunca, nunca, ninguém disposto a acompanhá-lo na jornada, não importa quão importante seja a pessoa a ser resgatada.

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E aposto que se aceitar, vai trair o heroi.

About The Author

  • Adele

    Socar e tomar seu dinheiro anotado! hahahahhahahah!!! Adorei a parte do cara q tá na nave atacada! Ele tem tanta fé e calma que não prejudica o negócio! hahahahahhahaha!!!!!

    • rafero

      Calmaí, bate não. Foi só pela poesia da coluna.

  • Jackson Dutra

    Me diz… Me diz que você não esqueceu:

    – Monstros andarem com moedas de ouro (ou qualquer outra forma de dinheiro)
    – Todas pessoas das cidades não trancarem as portas de suas casas e achar normal um estranho adentrá-la e saquear todos os itens de valor e sair numa boa.
    Dentre tantas outras

    Nossa, são tantas as bizarrices que faltaria espaço.

    • Claro que não esqueci! Foi pra abrir espaço pro debate nos comentários! Sim, foi por isso *disfarçando* eu juro