Breath of Fire 4 e o Sétimo Hóspede Maldito

Eu nunca tive um computador de última geração. Também nunca estive “a par” com a tecnologia de jogos, no sentido de não ter o videogame atual. Eu jogava no Mega Drive enquanto jogavam Final Fantasy 8 e tive um GameCube quando Playstation 3 estava no auge. Hoje as coisas se mantém mais ou menos da mesma forma. Então, quando esses tempos bateu uma vontade gigante de jogar um “jogo de exploração”, não pude pegar Demon Souls, nem Dark Souls ou BloodBorne. Se a vontade era só explorar, eu podia ir atrás de Dear Esther ou Everybody’s Gone to the Rapture,

Owlboy e a Sociologia

Owlboy é bom pra cacete. Até semana que vem, não esqueçam de curtir e se inscrev

KOF e Caminhadas na Praia

Eu nunca fui muito bom em jogos de luta (ou jogos em geral). Meus amigos sempre jogaram muito e muito bem, fazendo várias maratonas de jogatina que eu, normalmente, não participava. Ansioso por tomar parte nas atividades, eu acabava pesquisando em casa sobre o jogo, como se isso fosse, de alguma forma, me fazer jogar bem. É bem patético, eu sei. Mas nessas pesquisas eu acabei descobrindo que os criadores dos jogos colocavam muitos detalhes que, quase sempre, não eram percebidos. Coisas como:

Dragon Age e as Favelas

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Tudo começou na ilha do mar nas “favelas” dos elfos. Minha personagem era uma elfa guerreira, pronta para viver suas aventuras, logo após realizar diversos pequenos feitos naquela pequena e unida comunidade. Até que o totô atingiu o ventilador…

O chamado (hardcore) para a aventura

As amigas elfas da minha personagem foram levadas pelo filho do nobre, para “animar sua festa”. Sabendo disso, ela invadiu a festa pela entrada de serviço, levando sangue, morte e destruição para aquela família, mas não a tempo de evitar que suas amigas fossem violadas pelos ricos e pelos nobres e valentes soldados da guarda real.
A personagem, sendo uma elfa, raça considerada ralé no universo de Dragon Age, só foi salva da execução por ter sido recrutada por um Guardião Cinzento (os Grey Warden), uma ordem que existe há muitos milhares de anos, mas atualmente não tem o mesmo respeito de antigamente, já que o mal que se propuseram a combater foi-se há tempos e…
Bom, a mitologia de Dragon Age é extensa. Muito extensa. Foi até anunciada assim, algo como “Os textos em Dragon Age Origins gerariam diversos livros”. Mas… né?
aint nobody
Interpretando minha personagem, criada em situação precária, agi sempre como se não soubesse ler nem escrever e sempre em uma corrida pra ganhar poder e influência, afim de tirar meus semelhantes daquela situação, passando até por cima dos interesses, digamos, globais. Talvez tenha sido apenas uma grande desculpa pra não perder tempo lendo os extensos textos?

Tem jeito?

Faltou um incentivo a mais para que eu (e muita gente mundo afora, segundo os fóruns) lesse os assim chamados Codex. Analisa comigo: você precisaria parar seu jogo (e sua aventura), abrir os menus, entrar na guia “Codex” e selecionar o texto a ser lido, em uma pequena janela, dentro dos menus. Que tal não?
Os textos eram muito interessantes, isso tem que ser dito. História de equipamentos encontrados em ruínas, das próprias ruínas, a história do mundo e seus reinos (em poemas!), lendas, folclore e muito mais. Tudo isso é legal, se lido em um momento de descanso. Talvez à noite, entre as missões, no acampamento, após socializar com seus companheiros de equipe. Mas… se você considerar que seu emprego é sua missão, seu acampamento como sua casa (ou acampamento mesmo, sei lá) e sua família como seus companheiros de equipe… Jogar Dragon Age não seria o equivalente a descansar? Então você estaria sentado em casa, interpretando um personagem sentado, lendo um texto?

Pooooooon!

Pooooooon!

Talvez exista alguma solução para isso. Criar a necessidade de buscar alguma informação nos Codex afim de realizar um puzzle? A localização de (bons) itens perdidos pelo mundo? As mudanças que as ações de seu personagem causaram no mundo?
Eu não sei. E você?

Pulo Duplo é uma coluna semanal, comandada pelo Rafero, e trata sobre as coisas que só os Games trazem para nossa vida.

About The Author

  • Jackson

    Eu que joguei muito muito pouco de Dragon Age 1 (a jogabilidade do combate era estranha pra mim), mas fiquei simplesmente maravilhado com o mundo que eles criaram, tanto q é esse fascínio pela história q me faz ainda ter vontade de jogá-lo um dia.
    Mas o comentário em si é: Achei muito bacana a ideia da necessidade da leitura dos Codex para resolver problemas , ou ganhar vantagens extras. Seria muito bom que DA e outros jogos de RPG usassem estratégias assim.

    • rafero

      Sonhar não custa nada, né? rs

  • Samir Rolemberg

    Final Fantasy's mandaram um alô!