Breath of Fire 4 e o Sétimo Hóspede Maldito

Eu nunca tive um computador de última geração. Também nunca estive “a par” com a tecnologia de jogos, no sentido de não ter o videogame atual. Eu jogava no Mega Drive enquanto jogavam Final Fantasy 8 e tive um GameCube quando Playstation 3 estava no auge. Hoje as coisas se mantém mais ou menos da mesma forma. Então, quando esses tempos bateu uma vontade gigante de jogar um “jogo de exploração”, não pude pegar Demon Souls, nem Dark Souls ou BloodBorne. Se a vontade era só explorar, eu podia ir atrás de Dear Esther ou Everybody’s Gone to the Rapture,

Owlboy e a Sociologia

Owlboy é bom pra cacete. Até semana que vem, não esqueçam de curtir e se inscrev

KOF e Caminhadas na Praia

Eu nunca fui muito bom em jogos de luta (ou jogos em geral). Meus amigos sempre jogaram muito e muito bem, fazendo várias maratonas de jogatina que eu, normalmente, não participava. Ansioso por tomar parte nas atividades, eu acabava pesquisando em casa sobre o jogo, como se isso fosse, de alguma forma, me fazer jogar bem. É bem patético, eu sei. Mas nessas pesquisas eu acabei descobrindo que os criadores dos jogos colocavam muitos detalhes que, quase sempre, não eram percebidos. Coisas como:

Fable e Exterminador do Futuro

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Olá, pessoas! Aqui é o Rafero, pra voltar a dar dois pulos semanais por aqui. Vamos falar de Fable hoje? Vamos:

Fable, segundo a lenda ( baduntss ), foi o jogo para mudar o mundo dos jogos. Criado por Peter Molineux e sua equipe na Lionhead Studios, o jogo trazia conceitos geniais como botões sensíveis ao contexto (um único botão servia para várias coisas, dependendo da situação em questão) e uma vasta gama de escolhas morais, com um mundo para explorar e que reagiria às escolhas do jogador.

O jogo acabou sendo uma série de escolhas “Seja-um-bastião-da-justiça” ou “Seja-o-pior-ser-que-já-caminhou-pela-Terra”? Sim, talvez. E a história do mundo era bem fraquinha? Um pouco.
As tais reações ao protagonista, elas eram plastificadas e gritantemente artificiais?

Olha… Bastante.

Mas vamos pular para o terceiro jogo da série e ver se isso mudou?

Para o futuro, Martin!

Resposta: não muito.

Fable 3 trouxe muita coisa nova (armas de fogo!) e uma nova ambientação Steampunk, trazendo uma excelente ambientação na socidedade europeia durante a revolução industrial. Temos a nobreza contente, o proletariado sofrendo e crianças trabalhando turnos de gente grande. Isso somado à já conhecida fantasia da série gera uma grande experiência e excelentes momentos durante o jogo.
Se você não prestar muita atenção.

Sabe quando o pessoal dazantiga reclama que os jogos hoje em dia pegam muito na mão dos jogadores, apontam o caminho, facilitam tudo ao máximo? Então.

Em Fable 3, temos Walter.

Infelizmente, Walter é o à esquerda.

Infelizmente, Walter é o da esquerda.

Esse coroa era o instrutor de esgrima do seu personagem, quando você ainda era um príncipe/princesa. E depois que a casa cai, ele passa a acompanhá-lo pelo mundo, para ajudá-lo a reunir um exército e derrotar o cruel novo rei.
Eu disse ajudá-lo?

Mil perdões, eu quis dizer “jogar o jogo por você”.

Veja o Mouse, Neo. Seja o Mouse.

Durante a campanha, você recebe diversas missões dos possíveis futuros aliados. Recupere um item, derrote um inimigo. Recupere um inimigo, derrote um item. Recupere uma derrota, inimigue um item. Essas coisas.
E, sempre ao seu lado, está Walter. Um companheiro leal e dedicado, que resolverá os quebra-cabeças por você, lidará com os diálogos e encontrará passagens secretas. A você, jogador?
– “Ei, ali estão os inimigos! Mate-os!”
<click click click>

Que coisa irritante!

Não bastasse você ser tratado como o cursor do seu mouse, os criadores ainda assassinaram a sangue frio uma passagem cheia de suspense e possíveis sustos durante o jogo. O primeiro Dead Space é o mais aterrorizante de todos por vários motivos. Mas um deles é porque você está sozinho, sem saber por onde vai ou o que encontrará.
Sozinho.

Nessa parte de Fable 3, você toma conhecimento das criaturas das Sombras e é jogado numa série de cavernas escuras. Sem mapas nem fontes de iluminação, seria a receita para uma boa dose de tensão e, talvez, momentos memoráveis.
Seria. “Seria” do verbo “DE-QUEM-FOI-A-IDEIA-DE-COLOCAR-ESSE-VELHO-ANDANDO-COMIGO-E-FALANDO-SEM-PARAR-O-TEMPO-TODO??!!?!”

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Ser um bom rei.

Mas bem. Voltando ao assunto que eu queria falar. As partes boas do jogo.

Se você se deixar viajar no mundo de Fable (diria até “no mundinho de Fable”), será sim uma jornada fantástica. Você se verá em uma situação sem esperanças e irá aprendendo, junto com seu personagem, que ninguém está sozinho no mundo. Se, após a campanha, quando você tiver sido coroado e olhar para trás, para ver onde tudo começou, você verá que foi uma bela aventura.

Customize seu personagem! Tatuagens! Roupas! Tinturas! Veja-o evoluir fisicamente conforme as armas que você usa! Fique mais forte, mais ágil ou perceba sua aura mágica ficando cada vez mais nítida e visível!

E viva-o!

Acima: Um rei feliz.

Acima: Um rei feliz.

E, claro, veja que nem tudo são flores.

Um rei tão bom quanto Sarah Connor

Narrarei uma experiência pessoal:

Recém coroado, o mal derrotado, só me restava terminar de coletar os colecionáv… Caham, ter certeza de que ninguém no reinos precisava de mais ajuda. Em uma tarde tediosa (no mundo do jogo. Acho que era de madrugada no mundo real. Não que faça diferença), resolvi passear com minha esposa (do meu personagem. Meu casamento é só no ano que vem) até o lago onde tivemos nosso primeiro beijo (do meu pers… Vocês entenderam).

Caminhando até lá, fomos atacados por assaltantes. Uma simples risada pelo nariz e as bolas de fogo e relâmpagos começaram a cair do ceu sobre eles. Antes que eles tivessem percebido o que estava acontecendo, estavam todos mortos.
Mas também estava minha esposa.
Os poderes do rei eram fortes demais, amplos demais. Desacostumado a lutar acompanhado por alguém, eu não soube controlar o raio de ação dos ataques. Pelas minhas mãos, minha amada estava morta.

E isso me causou uma sensação estranhíssima. Comecei a questionar meu personagem. Sim, ele salvara o mundo e tinha poderes suficientes para derrotar qualquer um.
Mas não tinha poderes para proteger ninguém. Apenas para destruir seus inimigos. E, que os Deuses ajudem, ele nunca decida matar seu povo.

Quem ele era? Ele havia se tornado justamente aquilo contra o que lutara? Ou ainda era justo? Só restava um jeito de descobrir: se desfazer de suas posses e refazer sua jornada, passo a passo, como um aldeão. Procurar qualquer indício de que tenha feito a diferença. De que tenha sido, enfim, um heroi.
Bom, é claro que essa minha jornada não durou meia hora. Os NPC’s do começo do jogo continuavam do mesmo jeito, vivendo a mesma vida miserável. Mas teria sido sensacional se estivessem mudados. Mesmo que fossem apenas linhas de diálogo diferentes.
A mim, resta a dúvida se meu rei estava sendo bom e justo como Ned Stark, ou cruel e ganancioso como Cersei Lannister.

 

(Que por sinal, é tão gananciosa que já foi rainha de Esparta, destruiu uma outra rainha junto dos irmãos Grimm e deu início à Resistência, junto de seu filho John Connor…)

Pulo Duplo é uma coluna semanal, comandada pelo Rafero, e trata sobre as coisas que só os Games trazem para nossa vida.

About The Author

  • Adele

    Porran!!! Tem gente q não gosta da felicidade!!!! Pra que matar a esposa do cara??? rs!
    Adorei a coluna, meu bem!!! Gargalhei aqui em alguns momentos!!!

    • rafero

      Obrigado, gata =)
      A morte dela foi um acidente, pelas mãos do próprio rei TAPA NA CARA DA SOCIEDADE BOTA NA TELA

      • Adele

        Haahahahahhahahahahahahahahahhaahah!!!!!!

  • Freaklin

    Sasuga naaaaaaaa Rafero San

    • rafero

      …. Hem? ahahheuhae