Breath of Fire 4 e o Sétimo Hóspede Maldito

Eu nunca tive um computador de última geração. Também nunca estive “a par” com a tecnologia de jogos, no sentido de não ter o videogame atual. Eu jogava no Mega Drive enquanto jogavam Final Fantasy 8 e tive um GameCube quando Playstation 3 estava no auge. Hoje as coisas se mantém mais ou menos da mesma forma. Então, quando esses tempos bateu uma vontade gigante de jogar um “jogo de exploração”, não pude pegar Demon Souls, nem Dark Souls ou BloodBorne. Se a vontade era só explorar, eu podia ir atrás de Dear Esther ou Everybody’s Gone to the Rapture,

Owlboy e a Sociologia

Owlboy é bom pra cacete. Até semana que vem, não esqueçam de curtir e se inscrev

KOF e Caminhadas na Praia

Eu nunca fui muito bom em jogos de luta (ou jogos em geral). Meus amigos sempre jogaram muito e muito bem, fazendo várias maratonas de jogatina que eu, normalmente, não participava. Ansioso por tomar parte nas atividades, eu acabava pesquisando em casa sobre o jogo, como se isso fosse, de alguma forma, me fazer jogar bem. É bem patético, eu sei. Mas nessas pesquisas eu acabei descobrindo que os criadores dos jogos colocavam muitos detalhes que, quase sempre, não eram percebidos. Coisas como:

S.T.G.: Strike Gunner e o Ditador Alien na Festa da Floresta

VELHARIA GAMER

No longínquo ano de 2008, partindo sobre um batido pretexto de dominação mundial, o ditador do “País” da Sovinia (uma nação rebelde de sabe-lá-deus-onde-fica-isso) une forças com os alienígenas e lidera um plano de dominação do planeta (e de fora dele também).

Agora, com a sobrevivência da raça humana (!) em jogo, os países remanescentes aterrorizados (pois nenhum deles possui ARMAS NUCLEARES disponíveis) unem suas forças numa BASE SECRETA NA SELVA AMAZÔNICA para construir o veículo de combate perfeito: ‘Strike Gunner’.

Com o tempo se esgotando e poucos recursos, apenas duas unidades serão construídas. E juntas essas armas formarão a ‘Super Fighter’ uma nave que solta hadoukkens que combina o melhor de cada nave em apenas uma eliminando a deficiência de ambas e aumentando as vantagens de cada uma delas.

Os pilotos Mark McKenzie (Jogador 1) e Jane Sinclair (Jogador 2) terão a difícil missão de parar o ditador de Sovinia e o seu exército rebelde, alien, alien-rebelde e rebelde-alien.

S.T.G. e o menu principal charmoso

S.T.G. e o menu principal charmoso

Esta é a premissa de S.T.G da desenvolvedora Athena, lançado para os Arcades (publicado pela Tecmo) em 1991, e para o SNES (publicado pela Actvision) em 1992, essa pérola dos jogos de “navinha” se assemelha muito de seus concorrentes: Transposição Vertical, muitos inimigos, desbalanceamento absurdo e bons controles da nave.

Cada nave (na versão de SNES) possui 15 opções de bombas disponíveis (nos Arcades são 10). Cada arma tem um comportamento e um tipo de estratégia diferente para ser usada. Por exemplo um dos jogadores pode pegar uma Arma-que-Dispara-um-Laser-no-melhor-estilo-Marvel-vs-Capcom! E o outro jogador pode pegar uma arma que mira automaticamente na nave inimiga.

O Arsenal

O Arsenal

A jogabilidade, não é ruim, embora seja simples o que acaba agradando no final das contas. Cada bomba tem um comportamento diferente das outras, ela é medida com uma barra de energia ao invés de um numero fixo de disparos. O que é como comum em jogos desse tipo. O problema nesse sistema está na escolha das armas. A versão caseira do jogo se baseia na versão para Arcades então você terá pouco tempo para escolher entre 15 armas… das quais você não faz ideia de como são ou se comportam no jogo sem usa-las antes. Esse problema tem impacto no fator Replay do jogo. Ao mesmo tempo que isso fará com que você volte mais que o necessário para testar combinações de armas, ou só para conhecimento mesmo. Você só pode escolher uma das armas por cenário e isso acaba frustrando um pouco a experiência, já que provavelmente você escolherá a pior arma numa situação X e ao chegar na situação Y você com certeza teria escolhido a outra arma (ou uma terceira diferente) se soubesse antes o que cada uma delas faria.

Como mencionado, na história (sim aquela bagunça lá em cima) as naves podem se unir para… bem se unir e semear a discórdia e formar um novo modo de tiro para os jogadores. Em jogo, no modo para dois jogadores, você poderá a QUALQUER MOMENTO apertar um dos botões no controle para juntar a nave do seu coleguinha parceiro com a sua e formar a ‘Super Fighter’. Assim formando uma nova… que atira de um jeito estranho e não funciona tão bem quanto o modo é legal (ao menos tenta ser).

Chegar voando em outra aeronave: OK

Chegar voando em outra aeronave: OK

É muito bom ver que as naves podem se unir e criar algo diferente por uns momentos. Cada um atira como pode ou deve, mas (graças a Deus) apenas o jogador que chamou a combinação tem o controle da direção da nave. Você pode até tentar salvar o seu parceiro chamando a nave dele no momento antes do impacto, mas ao preço de ter duas naves que podem morrer por qualquer coisa ao mesmo tempo! E não serão raras as vezes em que acidentalmente você ou seu parceiro chamarão as naves alheias no pior momento possível.

Normalmente cada nave pode pegar Power UPs de Velocidade, Força ou Energia. Surgirá uma nave de reabastecimento e ela deixará no cenário um Par de um dos Power UPs para cada nave. Sendo assim ninguém rouba a do amiguinho.

Calma Galera, eu tô só passando!

Calma Galera, eu tô só passando!

A trilha sonora é legal, embora repetitiva. E por mais estranho que pareça, a versão de Arcades tem a qualidade do áudio muito ruim. Lembra uma gravação em baixa qualidade como se elas fossem extraídas da versão de SNES.

A variedade de inimigos não é muito grande, e os cenários não são tão detalhados e se repetem bastante (diferente de Sonic Wings, que é bem simples mas nenhum cenário se assemelha tanto com os demais) mas o jogo te dá um grande desafio com um numero legal de naves para destruir.

Infelizmente, a versão de Arcades apela um pouco. Insanamente mais rápida e sem motivos, o plano de fundo passa muito mais acelerado do que deveria, causando uma confusão entre cenário e naves. Aqui, surgem muito mais naves do que você consegue atirar e invariavelmente você perderá a vida (não a sua, fique calmo) fazendo com que seu poder de fogo e velocidade voltem para o estado inicial. Já nesse ponto, com muitas naves, você dificilmente as abaterá todas e aí vira um efeito bola de neve entre arma fraca e inimigos demais na tela mas que não chega a ser um Bullet Hell (ex: Dodonpachi, Mars Matrix, Ikaruga,…).

Esses jogos de naves são na sua maioria cercado de padrões. Seja de inimigos, ou do jeito como atiram: Um compensa o outro. Em Sonic Wings por exemplo, as naves inimigas sempre surgem do mesmo lado e atiram o mesmo padrão de balas. SEMPRE. Já aqui, os inimigos aparecem de vários lados. Inclusive lados que teoricamente são a segurança do jogador. Os tiros, embora poucos, se tornam um problema. Pois as naves tem uma movimentação caótica e os tiros que saem delas vem muito rápido (junte isso com o cenário no fundo e a velocidade da própria nave inimiga) e provavelmente você já morreu e sua nave está mais lenta, mesmo que não pareça já que está tudo muito acelerado.

Nada como equipar a nave com um Hadouken

Nada como equipar a nave com um Hadouken

Nos cenários finais, a coisa fica bem mais genérica. O fundo preto predomina, e estações espaciais montadas de qualquer maneira são jogadas na tela. E como de costume, já no final do jogo a dificuldade vai dificultando tudo (!).

É estranho falar dessas coisas da versão de Arcade. Geralmente as versões caseiras são as versões reduzidas desses jogos. Mas no caso do SNES, além de mais armas, tem mais cenários e o jogo fica um pouco mais balanceado e padronizado. Até mesmo diminuir ou aumentar o nível aqui não é tão frustrante quanto na versão de Arcades. Se bem que como uma máquina que está atrás do seu dinheiro, acho que ela cumpre bem o papel dela. Sem falar da qualidade do áudio que parece tocar nativamente no console (e não uma versão porca e aparentemente gravada na versão menor).

Este é um dos raros casos do qual a versão caseira supera em muito a versão principal de um jogo. Se estiverem curiosos, usem a versão do SNES como base (assim como foi feita para o texto). É um jogo divertido, e cada arma vale a pena a curiosidade do teste dela. É como se você fosse ao mercado, sempre saindo da sua casa e pegando a avenida. Mas num dia você saiu de bicicleta, no outro de carro, no outro de camelo, no outro de navio, e por aí vai. Várias possibilidades.

Só me pergunto agora… quem vai ao mercado de Navio…?

About The Author

  • rafero

    Ih, esse ditador aí não libera muita verba pra educação, saúde… Mó sovinia ele.

    • Samir Rolemberg

      Há! Cals'zálbér!!

  • ThiagoPiscina

    o pessoal de manaus não vai de navio mas usa barca kkkkk

  • Adele

    puxa vida… ia correndo ligar meu ps2 pra ver se esse jogo tá num dvd q tinha milhões de jogos de snes… mas aí eu lembrei q ele parou de funcionar… 🙁 Como diria o Minduim: mas que puxa!

  • Samir Rolemberg

    O pessoal de Niterói também cara.

    e só agora eu percebi que na capa estão as duas aeronaves em modo de acoplagem! xD